Imagem capa - Vou viajar... e agora? Onde deixar meu pet?? por Samara Medeiros Fotografia
DicasFotografia pet

Vou viajar... e agora? Onde deixar meu pet??

Ei pessoal! O post de hoje é para ajudar tutores de pets, sejam eles cães, gatinhos ou até roedores!

Imagino que vocês tenham reparado na nova categoria profissional que surgiu nos últimos tempos para atender a demanda crescente de tutores de pets quando precisam se ausentar de casa por um período curto ou longo. Esses profissionais são os pet sitters, que nada mais são do que pessoas responsáveis que irão na sua casa cuidar do seu pet durante a sua ausência.

Aí você se pergunta… “mas não é para isso que servem os hoteizinhos de animais?”. Sim, é para isso. E é exatamente por causa dessa dúvida que eu vim aqui hoje tentar esclarecer quais são as principais diferenças entre deixar seu pet sozinho em casa com alguém indo para cuidar ou levar para um hotelzinho onde ele ficará durante todos os dias da sua ausência.

Para isso, eu convidei a Carol Barros, petsitter do The Pet Lady para tirar algumas dúvidas, explicar em quais situações é mais indicado deixar seu pet em casa e quais situações o mais recomendado é leva-lo para um hotelzinho! Vamos nessa??


Pet sitter sentada no chão fazendo carinho no cão da raça pitbull enquanto ele está deitado aproveitando o cafuné.


Close na cara de um pitbull idoso e cego de um olho deitado no chão de sua casa.


Para começar, eu pedi à Carol para explicar exatamente o que um pet sitter faz durante as visitas. Claro que a resposta dela foi de acordo com o que ela faz e isso vai variar de profissional para profissional. Tenha certeza que você estará contratando um muito responsável que ficará cuidando do seu bichinho. Tente conseguir referências de outros clientes e coisas do tipo, para se assegurar da competência e idoneidade do profissional, porque, afinal, estará entrando na sua casa e cuidando dos seus bebês peludos, não é mesmo?

As visitas que a Carol faz são de acordo com as necessidades específicas do seu pet. Nas palavras dela:


É muito comum as pessoas pensarem que só há a opção de hotelzinho para deixar os cachorros quando os tutores viajam, mas isso não é verdade. O serviço de pet sitter é adequado também para os cães, além dos gatinhos.

No meu trabalho de pet sitter ofereço visitas com duração de uma ou duas horas, uma ou duas vezes por dia. Essas opções são importantes para atender à demanda do tutor e dos bichinhos: alguns animais fazem uso de medicamento com horário marcado; alguns cãezinhos tem o hábito de passear pelo menos duas vezes ao dia, e ainda há outros que se alimentam com sachê, patê ou alimentação natural (e nesses casos o alimento tem que ser servido na hora que o bichinho for comer). Ou seja, é essencial que a/o pet sitter se adeque à necessidade do cliente e do pet.


Pet sitter sentada no chão fazendo carinho no pitbull do qual foi cuidar.


Pet sitter passeando com dois cães na guia durante uma de suas visitas.


Durante as visitas coloco a comida do animal, troco a água, limpo o banheirinho (se for o caso, troco o jornal ou tapetinho higênico) ou caixinha de areia, levo para passear (no caso de cães) e brinco muito! Se os tutores solicitarem, posso ainda escovar os pelos e os dentes do bichinho. Dou medicação quando os animais precisam, também. Outro serviço que ofereço a alguns clientes é o banho: alguns pets precisam de banhos regulares para tratar problemas de pele, por exemplo.

Se algo acontecer e o animalzinho precisar de um veterinário, levo o bichinho para a consulta o mais rápido que puder.

O importante é tentar manter a rotina do bichinho o mais normal possível!  Os pets gostam – e precisam – de rotina, e é papel da/do pet sitter manter essa regularidade na ausência dos tutores.


Pitbull de perfil deitado no chão de sua casa durante uma visita da pet sitter.


Cão pitbull cego de um olho e idoso sentado no chão de sua casa olhando para cima com pose de atenção.


Muito bacana não é mesmo? Mas e quando o seu cachorro é muito ansioso e não pode ficar mais que algumas horas sozinho em casa que já tenta destruir tudo?

Nesses casos o mais indicado continua sendo ir para um hotelzinho, onde sempre haverá alguém por perto para suprir suas necessidades. Vale lembrar que eles ficam uma parte do tempo restritos aos canis e parte do dia soltos, confraternizando. Alguns locais deixam os animais nos canis a maior parte do dia, então você tem que olhar bem como é o comportamento do seu cão e qual seria o hotelzinho mais indicado para ele. E essa continua sendo a opção mais viável em casos de cães que não conseguem ficar muito tempo sozinhos.

Perguntei à Carol em quais casos é mais indicado contratar uma pet sitter do que levar o cãozinho para um hotel.


Para alguns cães, ficar na sua própria casa é menos estressante e cansativo do que ir para um hotel. Cães idosos, que geralmente já tem hábitos muito arraigados, cães com dificuldades de socialização (ou traumatizados), animais com algum tipo de deficiência, por exemplo, tendem a ficar mais bem instalados na sua casa mesmo, por ser um ambiente que eles já conhecem.

Sempre que os animais puderem ficar na sua própria casa na ausência dos seus tutores, a probabilidade de eles ficarem mais seguros e saudáveis é maior: ficando em casa não há risco de contrair doenças de outros animais, o pet não precisa se acostumar com outro ambiente e com uma rotina diferente e o stress com a ausência do tutor é reduzido.


Pitbull vestido com sua roupa do Chewie e deitado no chão de sua casa.


Pitbull usando sua roupa do Chewie e deitado no chão ganhando um abraço de sua petsitter.


No caso de algumas pessoas que deixam os seus cães diariamente em “daycare”, eles já estão acostumados com o local tanto quanto com suas casas, então não será muito estressante para eles ficarem nesse ambiente também quando os tutores viajarem. Nesse caso pode ser até melhor do que ficarem sozinhos, pois esses locais costumam ter atividades durante o dia para os cães se distraírem.

Uma terceira possibilidade que existe atualmente são as pessoas que recebem animais em suas próprias casas, fazendo hospedagem domiciliar dos pets. Nesse caso o pet fica acompanhado durante todo o tempo que a pessoa está em casa e tem acesso a toda a residência, não ficando confinado em apenas um espaço por longos períodos de tempo. Em alguns casos os pets “visitantes” são tratados como os pets da casa, podendo até mesmo dormir na cama, se já têm esse costume em casa.


Pitbull idoso deitado no chão de sua casa, com a língua para fora, sorrindo.


Vale lembrar que no caso de gatinhos a melhor opção é sempre deixá-los em casa com a visita de um pet sitter uma ou duas vezes ao dia, de acordo com a necessidade do seu bichano. Gatos se estressam muito ao ficar longe de seus tutores e lar simultaneamente. Então tirar um gatinho de casa durante a ausência do tutor e algo que deve ser feito com muito cuidado e apenas se for de extrema necessidade.


Gatinha cinza de olhos cor de âmbar deitada na cama em sua casa, olhando para a câmera.


Em breve farei um post com indicações de pet sitter, hotelzinho e hospedagem domiciliar em Belo Horizonte, para que vocês tenham referências de confiança na hora de decidir o que fazer com seu pet em casos de viagens!

Espero que o post tenha ajudado a entender o trabalho de um pet sitter e esclarecido em quais situações é melhor deixar seu pet em casa ou levar para um hotelzinho ou casa de alguém! <3

As fotos dos doguinhos que ilustram o post são do Junior e do Sandy - somente durante o passeio, ele não quis muito papo comigo - durante uma visita da Carol! A gatinha é a Carmel, no conforto da sua casa!